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5 de novembro de 2013

Verdade Incoveniente


Uma realidade que conheço tão bem.
Uma realidade que atirou para o desemprego milhares de professores neste país.
Uma realidade que me revolta de uma forma que nem consigo mostrar.
Porque além do que foi dito nesta reportagem, há ainda muito por mostrar!
Porque isto é muito mais grave do que apenas o dinheiro que se gasta.
Porque em 90% destes colégios o rigor exigido é quase nulo.

19 de junho de 2013

Gosto de respostas à altura

Apesar de não morrer de amores por Mário Nogueira, por outras questões que agora não interessam nada, gostei da resposta dele ao deputado do psd que entregou hoje, no Parlamento, um requerimento dirigido ao Ministério da Educação e Ciência (MEC) e em que perguntou "quantos sindicatos existem no sector da Educação", qual o "valor transferido para os sindicatos durante o ano de 2012 e orçamentado para 2013" e como são discriminados os gastos.
A meu ver teria sido mais inteligente da parte do "jovenzinho" ter-se informado previamente acerca do funcionamento dos sindicatos.
Concordo com esta resposta do Mário Nogueira (por também conhecer casos destes).
Meninos que nunca trabalharam e que graças às máquinas dos partidos políticos se fartam de fazer dinheiro e ocupam cargos para os quais não têm formação nem competências.
Meninos esses cujos papás ou padrinhos têm influências nos partidos.
É assim que funcionam os jotinhas deste país que, como têm mostrado nos últimos tempos, não primam pela inteligencia nas intervenções que fazem.

noticia daqui.

11 de junho de 2013

Da greve dos professores

 Muito haveria a dizer.
Neste momento congratulo-me por o colégio arbitral ter chumbado o pedido de decretar serviços mínimos para a próxima segunda-feira, data de realização do exame de Português.
Sei bem que ainda falta jogar a última cartada, a requisição civil, que a lei diz que não contempla a educação, mas que mesmo assim o governo vai tentar fazer das suas.
Sei que muitos não concordarão comigo, que acham que os professores não têm direito a fazer esta greve, que quem paga são os alunos e etc...

Mas afinal para quem trabalham os professores todos os dias? Não é para dar o melhor aos alunos?
Acham mesmo que um professor que passou o ano inteiro a preparar os seus alunos para este exame está contente com este desfecho? Se acham isso esqueçam...
Esta opção só está a ser tomada porque não estão a restar mais opções ao professores. Porque lhes estão a tirar o que eles conquistaram ao longo da carreira.
Os alunos vão ficar bem!
O exame vai ser feito noutro dia (assim espero que seja, porque mostraria que a adesão seria enorme).
Vão ter tão boas notas, ou ainda melhores, como se tudo tivesse corrido na normalidade esperada.
Porque ao longo da vida estas coisas também vão acontecer e ninguém vai morrer por isso..

Partilho a opinião de uma mãe de uma aluna do 12ºano. 

Eu fiz o meu exame nacional de Português depois de viver os piores dias da minha vida, e tive 18 valores. Eu, a menina das contas, da engenharia. Tive 18 valores no exame que fiz dias depois de enterrar a pessoa mais importante da minha vida. Estava em condições de fazer o exame? Claro que não... 
Mas não havia outra hipótese! Tinha de o fazer e pronto!