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29 de outubro de 2013
Das polémicas de hoje... #2
"O Ministério da Agricultura prepara-se para fazer aprovar um diploma legal sobre animais de companhia em que limita a dois o número de cães permitidos por apartamento. No caso dos gatos, esse número sobe para quatro, não sendo porém permitido ter mais do que quatro animais por fogo, a não ser que haja um quintal ou que os bichos morem numa quinta."
Eu até concordo com esta limitação em alguns casos,por exemplo quando as condições no apartamento não são as melhores para os animais (limitação essa que já consta da lei, e que pode ser aplicada quando há queixas dos vizinhos).
Agora ser o governo a decidir isso de uma forma tão leviana e generalista como esta, não me parece a melhor solução.
E é no mínimo estranho que os criadores de cães de raça fiquem excluídos destas limitações.
Estranho, para não dizer coisas piores...
A notícia aqui.
9 de outubro de 2013
Até que a morte não nos separe...
Esta é daquelas notícias que não queremos ler.
Mas que mostra a realidade que o nosso país atravessa.
A solidão que mata!
E a notícia está escrita de uma forma fantástica, sem nunca tender para o sensacionalismo.
E é por isso que merece ser lida.
"Quando
a polícia entrou no apartamento, havia já 18 dias que o casal estaria
morto na cama. Tudo indica que terão premeditado o fim a dois
Nenhum
sinal de vida. Corpos: escuros, com presença de larvas, sombras
alienígenas do que terão sido. Hora e causa do óbito: por apurar. Quando
a polícia e os bombeiros entraram finalmente no apartamento e
encontraram os corpos na cama, a filha de Manuela, de que ninguém sabe o
nome, trancou-se no carro, enorme nos seus remorsos e culpa, e dali não
saiu. Do outro lado da rua, Sandra e Paulo, que tinham passado dias e
dias a ligar para a PSP a pedir socorro, mal viram um agente vir na sua
direcção tiveram a certeza: "Eles estão mortos."
Manuela e Ludgero
Matias, ela com pouco mais de 60 anos, ele já nos 70, tinham sido
vistos pela última vez havia 18 dias. Nesse sábado, ao fim da manhã,
Manuela chegou ao café da esquina com um novo corte e uma nova cor de
cabelo, mais avermelhada, mas desta vez pouco falou. A Sandra e Paulo
pediu apenas que cuidassem do Dusty, o seu pequeno cão branco arraçado
de minitoy, até quarta-feira, data em que ela e o marido regressariam de
uns dias em casa do irmão. Entregou-lhes um saco, passou a trela para a
mão de Paulo e abalou sem uma festa no cachorro. Os dois
entreolharam--se: "Então mas não nos pergunta se podemos ficar com o
cão?" E outra vez, com Manuela já fora do ângulo de visão: "Que
estranho. O Ludgero não sai de casa há anos, nunca quer sair." A
surpresa adensou-se ainda mais quando chegaram a casa e abriram o saco:
lá dentro estavam todas as malhas e roupas de Inverno que Manuela
comprara para proteger o Dusty do frio. Mas porquê, se naqueles dias de
Setembro o calor ainda nem dera tréguas? "O melhor", incentivou Paulo,
"é ires lá a casa, Sandra, ver se está tudo bem.""
Notícia completa aqui.
1 de março de 2013
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