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24 de julho de 2014

Da dor maior...

Carta de uns pais que perderam os 3 filhos naquele atentado!
Este pais tinham ido simplesmente de férias com os filhos.
Decidiram mandar os filhos uns dias mais cedo com o avô, para não faltarem ao início das aulas enquanto eles aproveitaram para ficar mais 3 dias na Holanda.
Jamais poderiam imaginar que perderiam os seus bens mais preciosos...
Não consigo imaginar a dor que estão a sentir.
Como é que alguém consegue sobreviver a isto?


"Uma mensagem para os soldados na Ucrânia, para os políticos, para os meios de comunicação social, para os nossos amigos e para a nossa família. A nossa dor é intensa e implacável. Nós vivemos um inferno para além do inferno. Os nossos bebés não estão aqui connosco. Temos que viver com este ato de horror todos os dias e todos os momentos para o resto das nossas vidas. Ninguém merece o que estamos a passar. Nem as pessoas que mataram a nossa família. Nenhum ódio neste mundo é tão forte como o amor que nós temos pelos nossos filhos, por Mo, por Evie, por Otis. Nenhum ódio neste mundo é tão forte como o amor que nós temos pelo avô Nick. Nenhum ódio neste mundo é tão forte como o amor que nós temos um pelo outro. Esta é uma revelação que nos dá algum conforto. Pedimos a todos que se lembrem disto quando tomarem decisões que nos afectem e às outras vítimas deste horror. Até agora, todos os momentos desde que saímos de casa, temos estado rodeados de família e amigos. Rezamos desesperadamente para que isso continue, porque esta expressão do amor é o que nos mantém vivos. Queremos continuar a saber coisas sobre a vossa vida, o bom e o mau. Nós já não queremos viver as nossas vidas. Por isso, gostaríamos de agradecer a toda a gente, a todos os nossos amigos, família e comunidade incríveis, e dizer-vos que vos amamos muito. Também queríamos agradecer às pessoas do Ministério dos Negócios Estrangeiros e do Comércio da Austrália, à coordenadora local Claire, e a Diana e Adrian, de Haia, sem os quais não estaríamos aqui. Pedimos aos meios de comunicação social que respeitem a privacidade da nossa família e amigos, a dor não é uma história. 

Anthony Maslin & Marite Norris"

30 de junho de 2014

Da dor maior...


"Parem os relógios
Cortem o telefone
Impeçam o cão de latir
Silenciem os pianos e com um toque de tambor tragam o caixão
Venham os pranteadores
Voem em círculos os aviões escrevendo no céu a mensagem:
"Ele está morto"
Ponham laços nos pescoços brancos das pombas
Usem os policiais luvas pretas de algodão.
Ele era meu norte, meu sul, meu leste e oeste.
Minha semana de trabalho e meu domingo
Meu meio-dia, minha meia-noite.
Minha conversa, minha canção.
Pensei que o amor fosse eterno, enganei-me.
As estrelas são indesejadas agora, dispensem todas.
Embrulhem a lua e desmantelem o sol
Despejem o oceano e varram o bosque
Pois nada mais agora pode servir."   W.H. Auden

Porque a dor de perder um filho deve ser devastadora.
Porque não se vive mais depois de um acontecimento destes, apenas se sobrevive.

21 de junho de 2014

Da vida...

18 de junho de 2014

Das tragédias que nos tocam :(


Hoje quando vi a notícia deste acidente em Cernache estava longe de imaginar que estavam envolvidas pessoas que eu conhecia.
Nesse acidente morreu uma pessoa de quem eu gostava muito, junto com o marido.
Uma amiga da minha mãe por quem sempre nutri muito carinho e que a vida nos juntou a trabalho.
Uma pessoa fantástica que me ajudou na preparação das coisas para o pequeno-almoço do meu casamento.
Uma pessoa que não merecia um fim tão trágico! 
A minha dor é ainda maior quando penso nos filhos.
A falta que ela lhes vai fazer...
Até sempre D.Rosa...

6 de abril de 2014

...

"Manuel Forjaz morreu hoje e, com ele, um bocadinho da capacidade de ter esperança de alguns de nós. 
Num mundo perfeito, como que por milagre, a doença desaparecia do corpo de Forjaz sem explicação. 
No fundo, nos últimos tempos, todos torcíamos por isso. 
Porque Manuel Forjaz nos entrou pelas casas e pelas vidas dentro e fez-nos soldados na sua guerra. Mas o mundo não é perfeito e o que sabíamos que, mais cedo ou mais tarde, havia de acontecer, aconteceu. 
Multiplicam-se os posts, os comentários e as homenagens a Forjaz. Eu não o farei de forma diferente, de forma original. 
Não tenho um momento partilhado com Manuel Forjaz, uma foto de um encontro breve, não conhecia Manuel Forjaz além da imagem pública, mais intensa nos últimos meses. 
Não sei como era o homem antes da doença, interessa pouco para isto. 
A seguir a António Feio, que eu me lembre, foi a pessoa que deu a cara para dizer que tinha cancro, mas que ia dar luta. 
Que não ia baixar os braços. 
A atitude de Manuel Forjaz é uma lição para todos.
Que a morte dele não a faça cair no esquecimento." daqui

Porque está tudo dito....

9 de outubro de 2013

Até que a morte não nos separe...


Esta é daquelas notícias que não queremos ler.
Mas que mostra a realidade que o nosso país atravessa.
A solidão que mata!
E a notícia está escrita de uma forma fantástica, sem nunca tender para o sensacionalismo.
E é por isso que merece ser lida. 

"Quando a polícia entrou no apartamento, havia já 18 dias que o casal estaria morto na cama. Tudo indica que terão premeditado o fim a dois
Nenhum sinal de vida. Corpos: escuros, com presença de larvas, sombras alienígenas do que terão sido. Hora e causa do óbito: por apurar. Quando a polícia e os bombeiros entraram finalmente no apartamento e encontraram os corpos na cama, a filha de Manuela, de que ninguém sabe o nome, trancou-se no carro, enorme nos seus remorsos e culpa, e dali não saiu. Do outro lado da rua, Sandra e Paulo, que tinham passado dias e dias a ligar para a PSP a pedir socorro, mal viram um agente vir na sua direcção tiveram a certeza: "Eles estão mortos."
Manuela e Ludgero Matias, ela com pouco mais de 60 anos, ele já nos 70, tinham sido vistos pela última vez havia 18 dias. Nesse sábado, ao fim da manhã, Manuela chegou ao café da esquina com um novo corte e uma nova cor de cabelo, mais avermelhada, mas desta vez pouco falou. A Sandra e Paulo pediu apenas que cuidassem do Dusty, o seu pequeno cão branco arraçado de minitoy, até quarta-feira, data em que ela e o marido regressariam de uns dias em casa do irmão. Entregou-lhes um saco, passou a trela para a mão de Paulo e abalou sem uma festa no cachorro. Os dois entreolharam--se: "Então mas não nos pergunta se podemos ficar com o cão?" E outra vez, com Manuela já fora do ângulo de visão: "Que estranho. O Ludgero não sai de casa há anos, nunca quer sair." A surpresa adensou-se ainda mais quando chegaram a casa e abriram o saco: lá dentro estavam todas as malhas e roupas de Inverno que Manuela comprara para proteger o Dusty do frio. Mas porquê, se naqueles dias de Setembro o calor ainda nem dera tréguas? "O melhor", incentivou Paulo, "é ires lá a casa, Sandra, ver se está tudo bem.""

Notícia completa aqui. 

28 de fevereiro de 2013

28-2-2012 - A saudade

Um ano?
Já passou um ano?
Como é possível?
Parece que foi ontem...
Um dia que à partida seria um dia igual a tantos outros... Mas que não o foi...
Há precisamente um ano dava entrada no hospital para ser submetida a uma cirurgia.
Nada de muito grave e que iria melhorar (e melhorou sem dúvida) a minha qualidade de vida.
Saí de casa ainda não eram 7 da manhã.  Dei entrada às 8. Tive sempre ao meu lado o meu Z.
Liguei à minha mãe e consegui perceber que ela não estava bem... Achei que seria apenas por ser uma mãe galinha e estar preocupada comigo... Mas não era...
Estranhei ainda mais quando me disse que não sabia se no dia seguinte me conseguia ir visitar ( a minha mãe iria sempre ver-me! Faria de tudo para isso!), mas achei que era apenas por excesso de trabalho e também por alguns problemas relacionados com o trabalho dela...
Mas não era... Achei estranho ela querer falar sozinha com o Z., mas associei, mais uma vez, à preocupação de mãe.
Quando no dia 29 a minha mãe me foi visitar eu percebi que ela estava triste, muito triste e fartei-me de lhe perguntar o que se passava... Ela apenas me dizia que estava cansada e que o dia não tinha corrido bem...
A L. que tinha ido com a minha mãe também estava triste, mas fez de tudo para que eu não percebesse. Aliás lembro-me perfeitamente dela "gozar" comigo para que eu desviasse a atenção da minha mãe...
Fizeram de tudo para que eu pensasse que estava tudo bem!
Mas não estava...
Quando acabou o horário das visitas e eu fiquei sozinha acabei por pegar no telefone...
Tinha algumas mensagens de amigos e decidi responder-lhes.
Depois apeteceu-me ir ao facebook e foi o que fiz...
Aí o meu mundo caiu...
Tudo tinha explicação...
Como poderia estar a minha mãe bem?
Tinha acabado de perder uma das pessoas de quem mais gostava!
Tinha passado o dia em viagens para conseguir estar na última homenagem da Tia L.
Tinha feito muitos km e ido a "correr" visitar-me...
Tinha tentado esconder o estado de tristeza em que estava...
A minha mãe tinha acabado de perder uma das pessoas mais importantes para ela!
De quem todos lá em casa muito gostávamos!
Não consegui não chorar!
Fui ainda capaz de mandar uma mensagem à C. apenas e só a a dar-lhe um beijinho.
Ela respondeu-me que o importante naquele momento era eu recuperar bem...
Ela tinha acabado de perder a mãe...
Nesse dia ganhámos uma estrelinha no céu!
Ganhámos mais um anjo da guarda!
Que eu tenho a certeza que tem olhado muito por nós!
Um ano já passou e a saudade faz parte...
E eu tenho muitas saudades suas, Tia L.

20 de julho de 2012

Voltámos a ficar mais pobres...

José Hermano Saraiva




















Morreu hoje, aos 92 anos, um comunicador único, que cativou gerações pela forma como vivia e nos mostrava a História de Portugal.