Porque apesar da tragédia, ainda há pessoas com um bom coração.
Porque no futebol nem tudo gira em torno do dinheiro.
E porque a humanidade deste homem merece ser destacada.
O caso já se passou à alguns dias, no entanto só agora me deu "aquela" vontade de partilhar.
Para quem, como eu, gosta de futebol, ver um jogador morrer em campo é sempre um choque, uma tragédia.
O que seguiu depois disso merece todo o meu respeito.

"Antonio Di Natale, capitão da Udinese e antigo colega de equipa do
recentemente falecido futebolista Piermario Morosini, vai requerer a
custódia da irmã deficiente do jogador, que ficou sozinha no mundo.
Maria
Carla estava à guarda de Morosini, que morreu em campo no sábado,
vítima de um ataque cardíaco, durante um jogo entre o Livorno (a quem
Morosini estava emprestado) e o Pescara a contar para a série B do
campeonato italiano. A jovem italiana sofre de deficiência mental e
estava totalmente dependente da ajuda do irmão, uma vez que os seus pais
já tinham falecido e que um outro irmão cometera suicídio.
Agora,
o futebol e sociedade italiana movem uma campanha de solidariedade em
torno de Maria Carla. A Udinese, último clube detentor dos direitos
desportivos de Morosini, e a Atalanta, onde o jogador deu os primeiros
passos, já garantiram que vão assegurar assistência financeira vitalícia
à jovem mulher. Jogadores de vários escalões do campeonato italiano
também se declaram dispostos a contribuir para os cuidados da irmã de
Morosini, um futebolista que apesar do contexto pessoal
extraordinariamente difícil era reconhecido pela camaradagem,
profissionalismo e boa disposição.
No entanto, nenhum gesto
poderá ultrapassar aquilo que o internacional transalpino Di Natale está
prestes a fazer. O jogador e capitão da Udinese, que é também
presidente da associação profissional de futebolistas italianos,
prepara-se para requerer a custódia de Maria Carla. «Farei tudo o que
for possível para ajudar a irmã dele», declarou Di Natale.
O
futebolista não esconde o trauma provocado pela morte do amigo e antigo
colega de equipa, tendo criticado o actual ritmo de jogos imposto pelo
calendário competitivo italiano e afirmado que pondera mesmo retirar-se
dos relvados no final da época: «Vou disputar os seis jogos que faltam
pelo Mario. Depois, logo se vê».
SOL"