17 de abril de 2012

Di Natale


Porque apesar da tragédia, ainda há pessoas com um bom coração.
Porque no futebol nem tudo gira em torno do dinheiro.
E porque a humanidade deste homem merece ser destacada.
O caso já se passou à alguns dias, no entanto só agora me deu "aquela" vontade de partilhar.
Para quem, como eu, gosta de futebol, ver um jogador morrer em campo é sempre um choque, uma tragédia.
O que seguiu depois disso merece todo o meu respeito.


"Antonio Di Natale, capitão da Udinese e antigo colega de equipa do recentemente falecido futebolista Piermario Morosini, vai requerer a custódia da irmã deficiente do jogador, que ficou sozinha no mundo.
Maria Carla estava à guarda de Morosini, que morreu em campo no sábado, vítima de um ataque cardíaco, durante um jogo entre o Livorno (a quem Morosini estava emprestado) e o Pescara a contar para a série B do campeonato italiano. A jovem italiana sofre de deficiência mental e estava totalmente dependente da ajuda do irmão, uma vez que os seus pais já tinham falecido e que um outro irmão cometera suicídio.

Agora, o futebol e sociedade italiana movem uma campanha de solidariedade em torno de Maria Carla. A Udinese, último clube detentor dos direitos desportivos de Morosini, e a Atalanta, onde o jogador deu os primeiros passos, já garantiram que vão assegurar assistência financeira vitalícia à jovem mulher. Jogadores de vários escalões do campeonato italiano também se declaram dispostos a contribuir para os cuidados da irmã de Morosini, um futebolista que apesar do contexto pessoal extraordinariamente difícil era reconhecido pela camaradagem, profissionalismo e boa disposição.

No entanto, nenhum gesto poderá ultrapassar aquilo que o internacional transalpino Di Natale está prestes a fazer. O jogador e capitão da Udinese, que é também presidente da associação profissional de futebolistas italianos, prepara-se para requerer a custódia de Maria Carla. «Farei tudo o que for possível para ajudar a irmã dele», declarou Di Natale.

O futebolista não esconde o trauma provocado pela morte do amigo e antigo colega de equipa, tendo criticado o actual ritmo de jogos imposto pelo calendário competitivo italiano e afirmado que pondera mesmo retirar-se dos relvados no final da época: «Vou disputar os seis jogos que faltam pelo Mario. Depois, logo se vê».

SOL"



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